Cauê Campos

Edição: 42

Cauê Campos

Créditos

Direção criativa: @casadorobim
Fotografia: @diegobaptista
Filme: @ronaldcarvallho
Styling: @ronaldorobim
Beleza: @makegivianna
Design digital: @borealbso
Assistente de styling: @sxtella
Assessoria: @1propositocomunicacao
Locação: @fundicaoprogresso
Agradecimentos: @atallide e @clara.lugao

Cauê veste: @redley85, @foxtonbrasil, @armadillorio, @oficinamudatijuca, @atelierbettogomes, @oficinamuda e @vansbrasil.

Entrevista...

1- Você começou ainda criança na televisão. Quando percebeu que queria seguir essa carreira?

Acho que essa percepção foi acontecendo ao longo dos projetos, mesmo, sabe? Conforme fui ficando mais velho e fui entendendo o que era tudo aquilo, eu fui percebendo que queria seguir com essa profissão em geral. Eu penso dessa forma, até porque eu não quis ficar restrito a um conhecimento só, em frente das câmeras, sabe? Fui fazendo cursos, workshops, enfim, fazendo um milhão de coisas para tentar aperfeiçoar um pouco das minhas técnicas.

Com o passar do tempo, fui querendo entender um pouco mais a fundo. Geralmente, a gente conhece a galera que atua e dirige, atua e produz, atua e escreve, mas eu quis ir além. Busquei entender como funciona por trás das câmeras, no dia a dia, e também a questão da produção de fato — a produção de base do projeto que acontece lá atrás. Quando me vi buscando uma faculdade de produção, me apaixonei ainda mais. Fotografia, som, figurino… Tudo! Eu entendi que talvez seja exatamente isso que eu quero fazer para a minha vida.

2- E como foi a transição do ator mirim para os papéis adultos?

Cara, essa transição, eu poderia dizer até que eu fui uma pessoa de muita sorte, porque eu não tive aquela pausa que a gente costuma ver entre atores mirins, ou melhor, ex-atores mirins. Eu não tive essa pausa. Às vezes, você tem uma pessoa ali que trabalhou criança, ela foi até os 11/12 anos, depois você só vai vê-lo novamente com vinte e poucos anos. Eu tive a sorte de me manter trabalhando ao longo desses 15, quase 16, anos de carreira e de me manter com bons projetos, né?

O DPA foi um projeto relevante que eu pude manter até os meus 15, talvez, e onde chegou o momento em que eu entendi que talvez eu já não estivesse comunicando como deveria, para comunicar o projeto, e passei a entender isso.

Acho que essa transição aconteceu quando eu entendi que eu precisava experimentar outras coisas e entender alguns limites. Então, comecei a buscar personagens mais velhos. Foi, inclusive, uma estratégia. Comecei a fazer cursos, cursos experimentais, me jogando para um outro lugar e entendendo que lugares eu queria alcançar. Quando isso tudo aconteceu, eu recebi propostas para seguir com o meu trabalho, podendo experimentar novidades. Por exemplo, “O Sétimo Guardião” foi uma novela que eu fiz que eu estava com 17 para 18 anos, por aí. A gente começa a sair desse olhar de criança na novela. Ainda tinha um personagem infantilizado que, no último capítulo da novela, ele já está adulto de fato e se torna o Sétimo Guardião da situação.

Então, acho que essa transição eu consegui fazer com que ela acontecesse em frente às câmeras, e isso foi importante demais para mim, porque me fez conseguir entender quais eram os meus limites e tudo aquilo que eu ainda quero experimentar. E, afinal de contas, eu só tenho 23 anos!

3- O público aceitou bem essa mudança?

Eu acho que, em algumas situações, o público se surpreende, assim como eu fiquei mais velho, não só o público, mas a minha equipe também. Muitas vezes, eu estou em um trabalho com alguém que já não me via há muito tempo, enfim, que trabalhou comigo quando eu era criança e tal, e é sempre um: “Caraca, você cresceu muito! Nossa, agora você está de barba!”.

Enfim, acho que o público aceitou, em algum lugar. Eu nunca tive rejeição de público nessa situação. Muito pelo contrário, sempre tem uma galera muito feliz comigo. Acho que o público aceitou bem a mudança. Um dos tweets que eu lembro, quando eu estava na novela agora, “Garota do Momento”, ainda no início da novela, era a respeito do meu personagem. E era o tweet de uma pessoa falando assim: “Um dia você está resolvendo mistérios no prédio Azul, no outro dia você está tendo um caso com a personagem maravilhosa que era Lilian Cabral”. Eu falei: “Cara, é isso, né?”. E o público entendendo é, para mim, maravilhoso. Você vê essa transição e você entende como acolhimento do público. Certamente, acho que eu estou bem acompanhado e eu poderia dizer até bem aceito!

4- Como foi interpretar o “vilão” Basílio em “Garota do Momento”?

Acho que, primeiro, é entender que ele não é o vilão; ele não é o vilão da história. O vilão da história ali era Maristela, era o Juliano, enfim, a Bia, até, em alguns momentos. Mas, para mim, o Basílio foi posto nesse lugar, sendo que, na real, ele é o anti-herói da situação.

Eu não vou defender o personagem, não vou dizer: “Olha, não, o Basílio era um mocinho”, “não, ele era ingênuo”. Não, ele é um anti-herói. A gente precisa criar essa categoria em alguns lugares. Assim, o anti-herói é aquele cara que quer se dar bem, que quer fazer as coisas acontecerem. Ele tem princípios. O Basílio ele tem princípios.

A minha ideia sempre foi construir um personagem assim: cara, a gente pode perguntar para todo mundo que está comigo desde lá do início da preparação. A minha ideia sempre foi construir um personagem que fizesse o telespectador se questionar, entender: “Poxa, será que ele está realmente errado? Será que eu também não faria o que ele está fazendo? Será que…”. Sabe? Criar essa interrogação dentro do telespectador. Esse era um dos meus objetivos.

E um outro objetivo que eu tive ao longo da novela, na verdade desde o início da novela, que eu consegui levar até o final – isso eu conversei com a equipe só no final –, era que eu queria que, no final de toda cena do Basílio, as pessoas dissessem: “Filho da…”, sabe? Tivessem esse pensamento de: “Cara, como esse maluco está sendo filho da p*”, mas não sentissem raiva dele: “Nossa, eu desejo todo mal para ele”. Não, mas é do tipo assim: “Cara, olha como é que ele foi e eu não vi!”. Tem uma cena muito interessante no Mogli – O Menino Lobo, que é quando ele conversa com a cobra, sabe? Ele está conversando com a cobra tanto tempo que ele não percebe que a cobra já o enrolou.

Então, essa era um pouco da imaginação que eu tinha para o Basílio. Eu quero que ele seja aquele cara que é anti-herói e que, no fundo, no fundo, quando você terminou de falar com ele, você fala: “Filho da mãe! O maluco me levou tudo e eu não percebi!”. Eu lembro que, já no final da novela, na maioria das minhas cenas, quando dava ‘corta’, essa era a primeira fala que eu escutava de alguém da equipe em algum lugar do estúdio. É isso. Quando a galera foi começando a saber, um ia falando com o outro: “Fulano falou dessa vez, Cauê pegou fulano…”, porque esse era o ponto, sabe? Eu queria fazer isso se tornar realidade.

E quando eu consegui atingir esses planos que eu tinha para o personagem, cara, eu não poderia ter outro sentimento melhor do que o de dever cumprido com o Basílio, sabe? É uma honra, porque eu consegui trazer muito da minha ancestralidade para ele, da minha ancestralidade pessoal. Eu costumo dizer para todo mundo: Basílio é um personagem 100% inspirado no meu avô.

Quando eu recebi todos os textos, quando eu recebi a pesquisa que a Mayara Aguiar, nossa diretora, me entregou, quando eu pude ver os figurinos que a Paula, nossa figurinista, trouxe, a caracterização do Auri, os textos do Pedro Alvarenga… Quando eu recebi tudo isso, eu juntei e falei: “Galera, vocês estão contando a história do meu avô e eu vou fazer ele vir para cá e vocês conhecerem ele”, sabe? E quando você junta uma equipe maravilhosa… Então, o sentimento que eu tenho é o dever cumprido com o Basílio.

5- Você estudou Produção Cultural na UFF. Como isso influencia na sua atuação?

Como eu disse anteriormente, a minha ideia de buscar outros caminhos e outros olhares no meu trabalho sempre aconteceu. Então, eu, Cauê, sempre quis entender como as coisas funcionavam. Sou um cara muito curioso, na real. Na verdade, é que eu tenho uma curiosidade absurda que, acho que até o meu último dia de vida, ainda vou querer entender como tudo funciona nesse mundo.

Então, buscar Produção Cultural foi justamente uma ideia para influenciar minha atuação, para entender a dinâmica de um set. Acho que é muito interessante, beleza, a gente ter toda nossa ideia de criação artística, enfim, tudo que a nossa profissão abrange. Mas eu acho que é muito interessante a gente buscar também o entendimento do outro, sabe? Eu quero entender qual é a dinâmica do set para eu entender qual é o ritmo que eu coloco numa cena.

Eu preciso entender literalmente tudo, assim, o lado artisticamente falando, mas também a praticidade do set, vista com o olhar do produtor, com o olhar da diretora, com o olhar do iluminador, da figurinista, do maquiador. Eu preciso entender como que funciona esse olhar, porque no set tudo influencia. No set, você tem que estar completamente alinhado com a sua equipe para fazer aquela coisa dar certo. Eu diria que o segredo de 100% dos trabalhos que eu fiz que deram muito certo era o alinhamento entre quem está na frente das câmeras e o alinhamento de quem está por trás das câmeras.

E esse alinhamento, para mim, eu, Cauê, preciso entender como funciona. Eu quero saber como que é o olhar do meu produtor a respeito daquilo. E a faculdade de Produção Cultural na UFF ela te leva não só para o caminho da produção executiva da situação, mas ela também abrange outros caminhos na produção de música, o trabalho com edital, enfim. E isso era uma coisa que começou a me fascinar, a partir do momento onde eu conheci, e começa a influenciar em 100% da minha atuação.

Hoje, eu tenho um ritmo para bater texto, para decorar texto, para entender a locação… Eu costumo entender a locação e as limitações que o meu figurino pode ter, que a minha maquiagem pode ter, que aquele espaço pode me dar. Entendendo essas limitações, eu consigo entender até onde o meu personagem pode fazer e acontecer. E esse olhar veio 100% quando eu comecei a estudar produção executiva, porque você consegue jogar junto com toda a equipe e alinhar tudo. Eu estou lá na UFF há um tempo, e fazendo com que isso tudo dê certo, fazendo com que a minha formação dê certo e que os meus trabalhos, enquanto eu estudo, deem certo também. Então, eu posso dizer que influencia 100%.

6- Como foi gravar aquela cena da sucuri em “Pantanal”? Muita gente comentou…

Pois é, né? Eu tive uma cena com a nossa querida bonita, que era a sucuri, que a gente usava em alguns takes da novela. E era muito interessante contracenar com o animal, uma coisa que eu já estava acostumado no DPA, mas com um animal daquele porte ali, né? Com todo esse estigma que a gente tem de: “Caraca, uma sucuri!”.

Mas, enfim, foi muito doido. Eu tenho uma conexão muito maneira com animais, eu sempre amei animais. Então, estar em cena com animais é uma das coisas mais legais que eu gosto de fazer. A cena com a sucuri, de fato, ela só estava ali existindo, mas, ao mesmo tempo, eu tinha que morrer do outro lado da situação, né? Do outro lado do barco, eu estava sendo assassinado. Muita gente acha até hoje que eu morri por causa da sucuri, que foi a sucuri que me matou, mas isso foi uma coisa que aconteceu na primeira versão da novela. No remake que foi feito em 2022, eu não morro pela sucuri, eu morro afogado. Eu sou afogado por um capanga do meu pai, que quem faz é o Rafa Sig. Ele me afoga no rio, enfim, eu acabo morrendo ali nas mãos dele.

Cara, foi muito interessante porque a sucuri é um animal místico, né? Eu até brinco. Já estive algumas vezes em Bonito, no Mato Grosso do Sul, e um grande amigo meu, Maicon Portinho, que é guia turístico na cidade, ele já me falou isso algumas vezes… Ele falou: “Cara, a sucuri é um animal místico, e é muito difícil a gente encontrar com ela, é raro! São poucas as vezes onde os turistas conseguem ver a sucuri na natureza”. E ele comentou: “Tem gente que vem para cá doida para conhecer a sucuri e coisas do tipo…”. E todas as vezes que eu fui para Bonito – eu já fui mais de uma vez –, e todas as vezes que eu vou, eu encontro com ela. E a gente até brinca. O Maicon até falou algumas vezes: “Vou começar a botar você nos passeios no dia que eu quiser mostrar a sucuri, porque toda vez que você está aqui, ela aparece!”.

Então, eu costumo dizer que a sucuri criou um vínculo comigo antes mesmo de eu ter entrado para o “Pantanal”, e ali no “Pantanal”, ela fez com que tudo desse certo. Até hoje, tem gente que fala comigo dessa cena, até hoje a conversa vem: “E aí? Como que foi essa cena?”. Eu falo que foi doideira. Aí eu até levo a história da minha morte em cena para um episódio do “Que História É Essa, Porchat?”, onde eu converso um pouco e explico ali como que foi 100% dessa cena de quase morte, onde eu, Cauê, quase morri na vida real, mas no final das contas deu tudo certo.

7- Você tem apenas 23 anos, mas já tem uma carreira sólida. O que vem agora?

Acho que dizer que é sólida é até, não sei, um pouco difícil para mim. Dizer que é sólida, porque eu ouvi de muitos atores mais velhos que eu, que já estão com o triplo da minha idade de profissão… Mas eu diria que eu estou no caminho, sabe? Eu diria que eu estou num caminho, e que eu espero que esse caminho me leve aos lugares mais curiosos possíveis! Os melhores possíveis, os caminhos mais prósperos sejam esses.

O que vem por agora… Bom, eu estou gravando uma série nesse momento. E desde o final da novela para cá, eu entreguei dois filmes. São dois filmes que devem estar estreando em 2026. Na verdade, três filmes, que devem estar estreando em 2026/2027. Dentre eles, a gente vai ter filme de comédia, então será a primeira vez que vocês vão ver o Cauê assim, 100% dedicado à comédia. A gente também tem um filme com uma pegada um pouco mais ‘teen‘, que é o “Apenas Três Meninas”, com um elenco maravilhoso – Letícia Braga, Lívia Silva e Mel Maia – com a direção da Susana Lira. Também é um filme que deve estar vindo aí para o ano que vem.

E também estou aí seguindo com essa série que, cara, até hoje é um dos meus maiores desafios fisicamente falando. Mas eu não posso dar muitas informações sobre, mas a questão física é muito importante para essa série, e eu estou me dedicando desde o dia em que eu soube da notícia. Eu estou me dedicando ao máximo, assim, desde acompanhamento com nutricionista, personal trainer, redução das coisas que eu pratico. Eu reduzi um pouco meu consumo de bebida e coisas do tipo. Reduzi muita coisa na minha vida justamente para eu me dedicar 200% a essa série, porque eu tenho certeza que é um viés maravilhoso que vai estar acontecendo aí. Eu diria que até um novo caminho que o Cauê pode traçar… A gente falou anteriormente aí sobre uma carreira sólida, isso e aquilo e lugares que eu quero experimentar. Eu diria que, após essa série, a gente tem novos lugares para serem experimentados e, talvez, até nunca mais eu seja visto como uma criança ou ex-ator mirim. Não sei, mas eu tenho certeza que eu devo ser levado para um outro lugar pós-série. Essa é a minha expectativa, que se crie um novo olhar a partir do que vai ser entregue ali.

8- Você sente que a sua geração de atores tem mais liberdade para se posicionar artisticamente?

Acho que para se posicionar artisticamente, eu não sei te dizer. Eu vejo que a nossa geração, ela se adapta muito bem a novos movimentos. Hoje em dia é muito comum a gente ver a galera que canta, dança, pula, dirige, produz, escreve, enfim. O mercado fez com que a gente tivesse que se adaptar a isso. Então, eu diria que a minha geração de atores e atrizes que estão caminhando esteja se posicionando em novos lugares, sabe? Novas situações…

A gente talvez tenha liberdade, mas eu não sei se isso é 100% uma liberdade. Não sei se isso também é um pouco de um direcionamento do mercado, porque a gente quer se manter trabalhando. O artista, ele precisa se manter trabalhando o tempo inteiro, porque, juntando um pouco com o que eu falei de não ter uma carreira sólida, não é uma carreira sólida para ninguém. É muito difícil você conseguir se manter exclusivamente da arte.

Então, eu vejo que muita gente, o tempo todo, precisa estar se redescobrindo, se reciclando e criando novos caminhos. Então, acho que a gente tem uma liberdade em alguns lugares, talvez uma liberdade criativa maior, sabe? A galera, muito por conta das redes sociais, consegue escrever seus próprios textos e não depender de uma produtora para conseguir publicar isso, para conseguir tornar um conteúdo realidade.

Então, acho que, nesse ponto, sim. Mas eu diria que isso é um pouco de direcionamento do mercado, sabe? O mercado obrigou você a ter que ser o cara multifacetado se você quiser continuar trabalhando. E é isso. Se você busca a continuidade no seu projeto, hoje em dia no seu projeto de carreira, você não pode mais ser só o cara que só atua. Não, você tem que ser o cara que atua, escreve, dirige, produz, canta, dança, voa… É isso.

Acho que não sei até que ponto isso é uma liberdade, até que ponto isso são direcionamentos, enfim. Por isso que, quando eu sou questionado nesse lugar, eu digo: “Cara, eu não sei te responder”. Acho que a minha geração é uma geração criativa em diversos lugares, mas muito do que a gente tem como artifício ao nosso lado são as redes sociais. A gente consegue fazer o uso delas. Então, acho que esse posicionamento artístico, ele vai acontecendo em outras áreas, mas eu não sei se isso é 100% o que a gente pode chamar de liberdade.

9- Já pensou em escrever ou dirigir no futuro?

Eu, Cauê, tenho esse pensamento sim. Já surgiram algumas ideias, mas eu, até certo ponto, fico me retraindo e falando: “Será que isso é interessante? Será que esse conteúdo consegue vingar? Será que isso consegue ser legal?”. Enfim, eu tenho vontade não só de escrever e dirigir, mas também de produzir executivamente projetos. Eu quero ser produtor executivo, produtor associado, enfim. Eu estou estudando para isso, justamente para dar a minha cara nos projetos e também segurar um projeto, ser dono de um projeto por trás, dizendo: “Olha, aqui tem muito do nosso esforço, muito do nosso DNA e não só muito do nosso rosto!”. Mas estar entregue ali a nossa criatividade, de escrita, de produção, enfim. Tenho esse planejamento, e eu acho que, com boas amizades, a gente vai conseguindo caminhar nessa nossa estrada linda, que a gente idealiza para o nosso futuro. Então, quem sabe em um futuro não tão distante eu esteja produzindo algo, ou quem sabe escrevendo, ou até mesmo dirigindo.

10- Para fechar: o que o Cauê de hoje diria para o Cauê que começou lá atrás em “Avenida Brasil”?

Eu acho que todas as escolhas artísticas que eu fui tendo no passado me trouxeram até aqui. Então, acho que o que eu poderia dizer para o Cauê de Avenida Brasil, lá atrás, com uns oito anos, por aí, eu poderia dizer para ele: “Cara, muito obrigado, muito obrigado por tudo que você fez, e jamais tenha medo de ser quem você é”.

Eu, em alguns momentos, me vi questionando se eu deveria estar em certos lugares. Em alguns momentos, eu me questionei se eu era digno de brigar por certas coisas. Mas hoje, eu, com 23 anos, e querendo caminhar o mundo inteiro, eu diria: “Cara, não tenha medo de ser quem você é. Se respeite, respeite seus limites, respeite os seus sonhos, respeite o próximo. E viva. Nunca deixe de viver a sua vida”. Acho que seria isso que eu diria para o Cauê lá de trás.

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